Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

E ALEGRE SE FEZ TRISTE

Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem do teu rosto
E alegre se fez triste como se
Chovesse de repente em pleno Agosto.

Ela só viu dedos nos teus dedos
meu nome no teu nome. E demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silêncio dissemos separados.

A clara madrugada em que parti.
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde um automóvel se afastava.

E viu que a pátria estava toda em ti.
E ouviu dizer-me adeus: essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada.


No contexto da comemoração do aniversário da morte de Adriano Correia de Oliveira, estudámos este poema, de um famoso escritor vivo português, interpretado por aquele cantor.

Temos agora duas perguntas:

1. Quem é o autor deste poema interpretado por Adriano C. de Oliveira?
2. Em que poema/soneto de Luís de Camões foi este inspirado?
.